quarta-feira, 16 de março de 2011

Pessoal no vale dos vinhedos existem muitas viniculas para podermos conhecer e saborear grandes vinhos premiados.


Frio da Serra Gaúcha combina com vinho, chocolate e com as culturas alemã e italiana

Com sorte, imagens de um estranho Brasil com neve são flagradas em cidades gaúchas e catarinenses, de junho a agosto. São instantes que ganham aplauso e gritaria de moradores e turistas. Nunca é garantido que vai nevar. Quando os flocos de gelo dão o ar da graça, os bem agasalhados fazem festa.

Na Serra do Rio Grande do Sul a neve pode tardar ou falhar, mas o frio se faz presente no inverno, primavera, verão e outono.

Mesmo em janeiro, em Gramado, a 110 km de Porto Alegre, a temperatura à noite pode baixar de 10º C. E com o frio se mantêm, nas quatro estações, os apelos para prolongar o prazer: o vinho e as copiosas refeições herdadas de colonos italianos e alemães.

O tradicional churrasco é bem-vindo na orgia gastronômica, mas sem botar banca de protagonista. A mesa farta que impressiona visitantes tem duas estampas principais: a da cantina italiana e a da refeição sem fim que são as dezenas de especialidades de um café colonial. Nas duas, vinho. Vinho com pão, salame, tortei, capeletti. Vinho com nata, cuca de côco, apfelstrudel, torta de limão.

São dois núcleos turísticos na região formada por dezenas de municípios. Na chamada Região das Hortênsias estão Gramado, Canela e Nova Petrópolis. No Vale dos Vinhedos, as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa concentram as atrações. Como são roteiros próximos, a cerca de uma hora e meia de carro ou 100 km de distância um do outro, dá para conhecer os dois em poucos dias de viagem.

Há diferenças importantes, a começar pela paisagem. Na terra das vinícolas, as parreiras se carregam de cachos, verdes, roxos e rosados, de outubro a dezembro. No inverno, só aparecem os esqueletos da plantação. Na terra das hortênsias, estas plantas ornamentais vão colorir de azul, branco e rosa as estradas e jardins, a partir de outubro, durante meses, se a chuva comparecer.

A 120 km da capital, Bento Gonçalves é o éden dos enófilos. Já Gramado e Canela têm maior infra-estrutura de hotéis, pousadas, cafés e restaurantes, e vários de seus museus, parques e festivais divertem famílias com crianças. Os dois roteiros podem ser bastante românticos. O frio e a visão das montanhas ajudam


Vale dos vinhos, sucos e espumantes

Em Bento Gonçalves, a 670 m de altitude, o vinho movimenta as montanhas e a fé. A Igreja São Bento tem formato de pipa de vinho. O pórtico da cidade é uma pipa de 17 m de altura. Algumas caixas de lixo reciclável se parecem com barricas de vinho. Inclusive algumas vinícolas convidam à degustação dentro de barris centenários. E a linha turística de trem que liga Bento, Garibaldi e Carlos Barbosa também se chama Ferrovia do Vinho.
Em breve volto com mais dicas de passeios maravilhosos.

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