O vinho pode proteger as pessoas contra elevados níveis de radioatividade? Depois do acidente ocorrido na central nuclear de Fukushima, no Japão, provocado pelo terremoto e tsunami que assolaram boa parte da região nordeste do país, uma pesquisa nesse sentido iniciada em 2008 pelos pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, ganhou relevância.
Após o desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, muitas pessoas residentes em áreas próximas à central atômica começaram a beber vodka e vinho para protegerem-se das elevadas radiações. Naquele momento, parecia que se tratava mais de uma crença popular, sem sustentação científica. Agora, sabe-se que o resveratrol, antioxidiante natural presente no vinho tinto, pode servir como proteção contra a radiotividade, informa o site de vinhos do portal econômico espanholIntereconomia, com base na publicação da Indian Wine Academy.
O estudo dos pesquisadores da Escola de Medicina de Pittsburgh, coordenado pelo professor Joel Greenberger, chefe do departamento de Radiação Oncológica, concluiu que o resveratrol protege contra a exposição a radiações em experiências realizadas em laboratório com ratos. Por esse motivo, a equipe de Greenberger continua investigando como empregar o resveratrol para desenvolver um medicamento que sirva para proteger a população no caso de desastre nuclear.
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Colheita 2011 "será a maior e a melhor da história"
Condições climáticas favoráveis garantem qualidade à safra de uva
Clima seco vai garantir uma produção até 15% superior
Fonte: Marcelo Beledeli/Jornal do Comércio
Rio Grande do Sul deve colher volume próximo de 614 milhões de quilos neste ano com preços majorados
A safra de uvas de 2011 no Rio Grande do Sul, que se inicia nesta primeira quinzena de janeiro, promete ser uma das melhores dos últimos anos. As condições climáticas favoráveis contribuíram para o desenvolvimento das frutas, garantindo uma produção em maior quantidade e melhor qualidade que em 2010. Além disso, outro fator que também anima os produtores é a expectativa de maiores ganhos neste ano.
Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a safra de 2011 deve ultrapassar os 614 milhões de quilos de uvas colhidos, volume 15% maior do que a de 2010, que foi de 534 milhões de quilos. O principal motivo para o melhor desenvolvimento das frutas foi o fenômeno climático La Niña, que ocasiona um menor índice de chuvas na primavera e no verão no Rio Grande do Sul. “Para a uva isso é muito bom, pois ela tem uma maturação melhor e acumula mais açúcares, gerando um produto de melhor qualidade tanto para a indústria de vinhos e sucos quanto para a fabricação de doces ou mesmo o consumo in natura”, explica Diego Bertolini, gerente de Promoção e Marketing do Ibravin.
A melhoria da qualidade das frutas também deve ter efeitos positivos no bolso dos produtores. Em novembro, o preço mínimo, que há quatro anos não era reajustado, teve uma valorização de 13%, passando de R$ 0,46 o quilo para R$ 0,52 o quilo. Embora tenha ficado abaixo dos R$ 0,59 reivindicados, os produtores esperam obter valores maiores nas negociações. “Tendo mais qualidade a uva fica automaticamente mais valorizada. Além disso, a procura das indústrias está muito grande, e com mais competição temos condições de fazer negociações que nos deem mais lucro”, explica Inês Fagherazzi Bettoni, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Santa Tereza.
As vinícolas confirmam o interesse em aumentar o volume de frutas compradas para aproveitar a qualidade superior. A Salton, de Bento Gonçalves, projeta receber 24 milhões de quilos de uvas em 2011, quase 50% a mais do que os 16,3 milhões adquiridos em 2010. “Sabemos que a qualidade neste ano será prodigiosa”, afirma Daniel Salton, presidente da empresa. Já a vinícola Perini, de Farroupilha, pretende processar 12 milhões de quilos de uvas neste ano, contra 10 milhões da safra passada. Segundo Benildo Perini, presidente da empresa, os produtores de vinho esperam que a contribuição do clima continue até o final da colheita, em março. “Se não ocorrer um acidente climático, como granizo, devemos ter uma das maiores safras de todos os tempos”, comemora.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Pessoal no vale dos vinhedos existem muitas viniculas para podermos conhecer e saborear grandes vinhos premiados.
Frio da Serra Gaúcha combina com vinho, chocolate e com as culturas alemã e italiana
Com sorte, imagens de um estranho Brasil com neve são flagradas em cidades gaúchas e catarinenses, de junho a agosto. São instantes que ganham aplauso e gritaria de moradores e turistas. Nunca é garantido que vai nevar. Quando os flocos de gelo dão o ar da graça, os bem agasalhados fazem festa.
Na Serra do Rio Grande do Sul a neve pode tardar ou falhar, mas o frio se faz presente no inverno, primavera, verão e outono.
Mesmo em janeiro, em Gramado, a 110 km de Porto Alegre, a temperatura à noite pode baixar de 10º C. E com o frio se mantêm, nas quatro estações, os apelos para prolongar o prazer: o vinho e as copiosas refeições herdadas de colonos italianos e alemães.
O tradicional churrasco é bem-vindo na orgia gastronômica, mas sem botar banca de protagonista. A mesa farta que impressiona visitantes tem duas estampas principais: a da cantina italiana e a da refeição sem fim que são as dezenas de especialidades de um café colonial. Nas duas, vinho. Vinho com pão, salame, tortei, capeletti. Vinho com nata, cuca de côco, apfelstrudel, torta de limão.
São dois núcleos turísticos na região formada por dezenas de municípios. Na chamada Região das Hortênsias estão Gramado, Canela e Nova Petrópolis. No Vale dos Vinhedos, as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa concentram as atrações. Como são roteiros próximos, a cerca de uma hora e meia de carro ou 100 km de distância um do outro, dá para conhecer os dois em poucos dias de viagem.
Há diferenças importantes, a começar pela paisagem. Na terra das vinícolas, as parreiras se carregam de cachos, verdes, roxos e rosados, de outubro a dezembro. No inverno, só aparecem os esqueletos da plantação. Na terra das hortênsias, estas plantas ornamentais vão colorir de azul, branco e rosa as estradas e jardins, a partir de outubro, durante meses, se a chuva comparecer.
A 120 km da capital, Bento Gonçalves é o éden dos enófilos. Já Gramado e Canela têm maior infra-estrutura de hotéis, pousadas, cafés e restaurantes, e vários de seus museus, parques e festivais divertem famílias com crianças. Os dois roteiros podem ser bastante românticos. O frio e a visão das montanhas ajudam
Na Serra do Rio Grande do Sul a neve pode tardar ou falhar, mas o frio se faz presente no inverno, primavera, verão e outono.
Mesmo em janeiro, em Gramado, a 110 km de Porto Alegre, a temperatura à noite pode baixar de 10º C. E com o frio se mantêm, nas quatro estações, os apelos para prolongar o prazer: o vinho e as copiosas refeições herdadas de colonos italianos e alemães.
O tradicional churrasco é bem-vindo na orgia gastronômica, mas sem botar banca de protagonista. A mesa farta que impressiona visitantes tem duas estampas principais: a da cantina italiana e a da refeição sem fim que são as dezenas de especialidades de um café colonial. Nas duas, vinho. Vinho com pão, salame, tortei, capeletti. Vinho com nata, cuca de côco, apfelstrudel, torta de limão.
São dois núcleos turísticos na região formada por dezenas de municípios. Na chamada Região das Hortênsias estão Gramado, Canela e Nova Petrópolis. No Vale dos Vinhedos, as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa concentram as atrações. Como são roteiros próximos, a cerca de uma hora e meia de carro ou 100 km de distância um do outro, dá para conhecer os dois em poucos dias de viagem.
Há diferenças importantes, a começar pela paisagem. Na terra das vinícolas, as parreiras se carregam de cachos, verdes, roxos e rosados, de outubro a dezembro. No inverno, só aparecem os esqueletos da plantação. Na terra das hortênsias, estas plantas ornamentais vão colorir de azul, branco e rosa as estradas e jardins, a partir de outubro, durante meses, se a chuva comparecer.
A 120 km da capital, Bento Gonçalves é o éden dos enófilos. Já Gramado e Canela têm maior infra-estrutura de hotéis, pousadas, cafés e restaurantes, e vários de seus museus, parques e festivais divertem famílias com crianças. Os dois roteiros podem ser bastante românticos. O frio e a visão das montanhas ajudam
Vale dos vinhos, sucos e espumantes
Em Bento Gonçalves, a 670 m de altitude, o vinho movimenta as montanhas e a fé. A Igreja São Bento tem formato de pipa de vinho. O pórtico da cidade é uma pipa de 17 m de altura. Algumas caixas de lixo reciclável se parecem com barricas de vinho. Inclusive algumas vinícolas convidam à degustação dentro de barris centenários. E a linha turística de trem que liga Bento, Garibaldi e Carlos Barbosa também se chama Ferrovia do Vinho.
Em breve volto com mais dicas de passeios maravilhosos.
sábado, 12 de março de 2011
hahaha!!! te peguei abriu o vinho e não tomou tudo né,aprende a conserva-lo então tchê!
CONSERVANDO O VINHO JÁ ABERTO
No caso de você abrir uma garrafa de vinho e não consumí-la toda, o que fazer para conservar o vinho?
Uma vez aberta a garrafa o vinho estará em contato constante com o oxigênio e seguramente irá oxidar-se em pouco tempo. Para protelar um pouco o problema, tampe a garrafa com a própria rolha, coloque-a na porta da geladeira e procure bebê-la em dois a três dias.
Uma outra solução é utilizar a "bomba de vácuo" ou "vacu-vin", em francês, ou "wine-saver", em inglês.
Uma outra solução é utilizar a "bomba de vácuo" ou "vacu-vin", em francês, ou "wine-saver", em inglês.
| A bomba de vácuo Trata-se uma pequena bomba que possui um êmbolo (semelhante ao de uma seringa de injeção) que se adapta à uma rolha especial de borracha, colocada na garrafa. Com movimentos de vai e vem do êmbolo, vai-se retirando o ar da garrafa, pois o aparelho possui uma válvula que permite a saída do ar por sucção, mas impede a sua entrada. Assim, depois de várias bombeadas, o êmbolo passa a movimentar-se com dificuldade, indicando que o ar da garrafa está saindo e quando tornar-se impossível movê-lo, o vácuo estará efetuado na garrafa. Desse modo, o vinho poderá ser conservado na porta da geladeira ou em local bem fresco, por muito tempo. No entanto, por esse sistema não se consegue um vácuo absoluto, sendo mais conveniente consumir o vinho em torno de um mês. |
Todos temem decantar o vinho,bem abaixo explica como se faz isso!!!
A AERAÇÃO OU "RESPIRAÇÃO" DO VINHO
A aeração ou "respiração" de um vinho é uma conduta sempre aconselhável para os bons vinhos, em especial os tintos. Durante o tempo de envelhecimento na garrafa, o vinho está em total ausência de oxigênio e nele ocorrem reações complexas que levam à formação de substâncias sensíveis ao oxigênio. Em geral, um bom vinho não envelhecido em demasia, quando exposto ao oxigênio do ar, sofre alterações benéficas, liberando mais intensamente seu aromas e aprimorando os seus aspectos gustativos. Quanto melhor o vinho, quanto maior a sua estrutura e a sua complexidade de aromas, maior será o tempo que se deverá deixar o vinho aerando ou "respirando". Essa operação é realizada abrindo-se a garrafa algum tempo antes do serviço do vinho e deixando o vinho "respirar". Outra alternativa, melhor ainda, é transferir-se o vinho para uma jarra de vidro com boca larga ou um decanter (ver o ítem decantação), onde o vinho sofrerá maior aeração em menor tempo.
Apesar da polêmica em relação às vantagens e ao tempo de aeração dos vinhos, a maioria dos conhecedores concorda que não há necessidade de se arejar vinhos tintos simples de consumo corrente. Tampouco areja-se a maioria dos vinhos brancos, sendo exceções os brancos de alta qualidade, com grande estrutura e complexidade aromática que devem "respirar" algumas horas antes do serviço .
Os vinhos que mais lucram com a aeração são os tintos de qualidade, maduros (prontos para tomar), já suficientemente envelhecidos, que devem "respirar" por um período mínimo de uma a três horas. Quanto melhor o vinho, maior será o tempo de aeração e para alguns o tempo de respiração preconizado vai de 6 a 24 horas.
No entanto, é importante lembrar que a respiração pode ser trágica para vinhos muito velhos, com vinte, trinta anos de vida ou mais. Depois de um tempo de envelhecimento muito longo na garrafa, as substâncias complexas formadas tornam-se extremamente sensíveis ao oxigênio e, quando em contato com o ar, elas sofrerão uma rápida oxidação, degradando-se rapidamente. Por melhor que seja o vinho, ele não suportará o "choque respiratório" e, não é raro ver-se vinhos maravilhosos muito velhos, servidos logo após de abrir-se a garrafa, explodirem em aromas, maravilhar-nos à boca e, passados poucos minutos, extinguirem-se por completo, perdendo os aromas e tornando-se intragáveis. Portanto, cuidado, não areje vinhos muito velhos !
A DECANTAÇÃO DO VINHO
A decantação de um vinho consiste em uma operação simples, porém cuidadosa, para remover o sedimento ou borra ou depósito do fundo da garrafa, em geral existentes no vinhos muito envelhecidos. Esse sedimento é constituído por várias substâncias que se formam durante o envelhecimento do vinho na garrafa e que vão se depositanto no fundo da garrafa, como por exemplo os taninos que sofrem polimerização.
Na realidade, não há nenhum problema médico em bebermos um vinho com sedimento, mas ao manusearmos a garrafa ele irá misturar-se no vinho, tornando-o turvo e provocando, quando bebido, a sensação desagradável de uma fina areia na boca. Portanto, a decantação é aconselhável por razões estéticas na sua degustação do vinho: melhor visualização e melhor sensação gustativa.
A decantação é realizada, após a abertura da garrafa, de três formas:
| 1 - Manual, na garrafa Deita-se a garrafa com cuidado, para que o sedimento não se misture ao vinho e, com o auxílio de uma fonte de luz (vela ou lâmpada), com a mão firme e lentamente, vai-se tombando a garrafa e vertendo o vinho na taça, procurando-se manter o sedimento sempre abaixo do ressalto do "ombro" da garrafa. Quando se notar que ele começa a subir o ressalto, pára-se, espera-se ele escorrer de volta ao fundo e recomeça-se a operação. Desse modo ele não virá até o gargalo e, portanto, não se misturará ao vinho que está saindo. |
| 2 - Manual, no decantador Tranfere-se o vinho lentamente da garrafa (como no método anterior) para um decantador ou decanter (inglês) ou carafe (francês) que é um frasco, de vidro fino ou cristal, com a base bem larga, semelhante a uma licoreira. Deixa-se o decanter em repouso, até que o sedimento vá todo para o fundo e, em seguida, serve-se lentamente o vinho nas taças. Como a base é muito larga, a retenção do sedimento é bem fácil do que na garrafa, acelerando o processo. Outra vantagem do decanter é que ele também se presta muito bem para aerar o vinho, fazendo, simultâneamente, as funções de decantação e respiração do vinho. |
| 3 - Com auxílio de aparelho especial Existem aparelhos para fazer a inclinação lenta da garrafa mediante a ação de um sistema de engrenagens. Ao girar-se uma pequena manivela, aciona-se o sitema, que provocará a lenta inclinação da garrafa, de modo muito mais preciso do que o método manual. Apesar de charmosos, esses aparelhos são difíceis de ser encontrados e muito caros. |
Filtragem, uma alternativa à decantação
| Em caso de inabilidade ou falta de paciência para realizar a decantação, bem como na ausência de um decantador ou do aparelho mencionado, a solução menos charmosa, porém mais prática e rápida, é passar o vinho por um filtro de papel (do tipo Melitta) ou por um tecido fino adaptado em um funil. Na falta desses utensílios, a solução é "coar" o vinho, através de um pano limpo colocado na boca de uma jarra. |
abra vinho com qualidade use saca-rolhas de primeira!!!
Os saca-rolhas mais comuns
Modelo em "T" Em geral esse tipo tem o passo da hélice muito curto e exige grande esforço. Não é à toa que o chamam "bate-coxa", porque tem que se colocar a garrafa entre as coxas apertando-a firmemente. Ideal para os amigos da força e do contorcionismo! | |
Modelo de alavanca única Também chamado "modelo sommelier" ou "amigo do garçon", que possui uma só alavanca, através de uma peça que se coloca na borda do gargalo e serve de apoio para a alavanca que se faz com o próprio cabo do saca-rolhas.Embora teoricamente melhor, a maioria existente no mercado também possuem o passo da hélice muito curto. Resultado: não se faz esforço, mas a rolha também não sai! | |
Modelo de alavanca dupla Possui dois braços laterais que sobem ao se introduzir a hélice na rolha; e depois são abaixados, alavancando a saída da rolha. Apesar de exigir menor esforço padece dos mesmos inconvenientes do tipo anterior. |
Os saca-rolhas de lâminas e de injeção de gás
Existem dois tipos de saca-rolhas que são muito quando úteis a rolha já foi danificada e/ou ameaça cair dentro do vinho. São os saca-rolhas de lâminas, que são introduzidas entre o vidro e a rolha e que, com movimentos circulares, retiram a rolha.
saca-rolhas de lâminas |
Há, também, saca-rolhas que injetam, por uma agulha, um gás inerte que expulsa a rolha, mas que pode estourar a garrafa se injetado em excesso.
Os melhores saca-rolhas
Os mais modernos e melhores saca-rolhas utilizam o mecanismo de "contra-rosca". Nesse mecanismo, gira-se o cabo para hélice penetrar na rolha e, quando ela chega ao final, continuando-se a girar, a rolha sobe pela haste e sai. Os saca-rolhas "contra-rosca" existem em vários modelos, preços, designs e nacionalidades diferentes, mas os que fazem mais sucesso entre os enófilos são os da marca franco-americana "Screwpull - Le Creuset". São de uma eficiência fantástica e apresentam-se em vários modelos, o "pocket-model", de bolso, mais simples e que custa cerca de 15 dólares (na Europa e nos EUA), o "table-model", que vem com um suporte para ser colocado à mesa, e o "lever-model", modelo profissional de sistema de alavanca, que custa cerca de 100 dólares. Esse último, apesar de meio exagerado, é um show à parte e foi desenvolvido por um engenheiro da NASA, Herb Allen, que vendeu o design para os franceses. Segundo experts, no entanto, é uma versão moderna de um modelo que já existia no século dezenove. Apesar custarem aqui no Brasil o dobro dos preços mencionados, os corta-cápsulas e os saca-rolhas da marca "Screwpull - Le Creuset" são os melhores existentes na atualidade.
SACA-ROLHAS SCREWPULL - LE CREUSET | |
| Da esquerda para a direita: - lever-model - table-model - pocket-model | |
Vamos abrir um bom vinho?Claro que vamos...
A ABERTURA DA GARRAFA
1- A REMOÇÃO DA CÁPSULA
Antes de se abrir uma garrafa de vinho deve-se retirar a porção da cápsula em contato com a abertura da garrafa e limpar o gargalo com um pano, pois, na maioria dos vinhos de boa qualidade a cápsula é feita de chumbo que é tóxico. A cápsula, deve ser cortada abaixo do ressalto maior do gargalo, próximo à abertura da garrafa. Isto pode ser feito com uma faca.
Pode-se também fazer a remoção da cápsula utilizando o corta-cápsulas ("foil-cutter"), que é um acessório que tem a forma de um "U" cuja abertura abraça o gargalo. Pressionado no gargalo e girado, ele corta a cápsula através de disquinhos de aço existentes na sua base, mas em geral corta mais rente à borda do gargalo.
2 - A LIMPEZA DO GARGALO
Após a remoção da cápsula, deve-se limpar vigorosamente o gargalo, com um guardanapo de pano ou de papel, principalmente se a cápsula removida for de chumbo que, como já foi dito, é um material tóxico ao organismo.
3 - A RETIRADA DA ROLHA
A seguir, é fundamental a escolha de um saca-rolhas que exija pouco esforço do usuário e seja eficiente na sua função essencial, que é tirar a rolha, sem danificá-la. A abertura da garrafa de vinho é uma operação óbvia e simples, mas pode-se transformar em verdadeira tortura se não se dispõe de um saca-rolhas adequado.
A maioria dos saca-rolhas, entretanto, usa até hoje o velho sistema da haste helicoidal que penetra na rolha e para o bom funcionamento do saca-rolhas a haste é o ítem fudamental. Em um bom saca-rolhas a haste deve obedecer dois pontos essenciais:
a) Ter um passo amplo, isto é, as voltas da espiral devem ser largas, lembrando o rabo do porco, e não curtas como as voltas de um parafuso. Quando o passo é curto a haste não abraça firmemente a cortiça e, ao ser puxada, esfarela a rolha e não a retira.
b) Ser revestida de teflon, material que permite um perfeito deslizamento da helicoidal no interior da cortiça.
a) Ter um passo amplo, isto é, as voltas da espiral devem ser largas, lembrando o rabo do porco, e não curtas como as voltas de um parafuso. Quando o passo é curto a haste não abraça firmemente a cortiça e, ao ser puxada, esfarela a rolha e não a retira.
b) Ser revestida de teflon, material que permite um perfeito deslizamento da helicoidal no interior da cortiça.
| Haste adequada | passo amplo e revestimento de teflon | |
| Haste inadequada | passo curto e sem revestimento de teflon |
Temperaturas Tchê!! fica Ligado nesta etapa.
AS TEMPERATURAS IDEAIS
Envelhecidos e Encorpados - 16 A 18 oC
Não envelhecidos mas Encorpados - 14 A 16 oC
Jovens e pouco encorpados - 12 A 14 oC
Beujolais 'Primeur" ou "Nouveau" - 10 A 12 oC
Secos, Envelhecidos e Encorpados - 12 A 14 oC
Secos, Jovens e Leves - 6 A 12 oC
Suaves e Doces - 4 A 6 oC
Todos de modo geral - 6 - 12 oC
Brut - 6 A 12 oC
Demi-Sec e Doce - 4 A 8 oC
Vinho do Porto - 10 A 18 oC
Jerez - 8 A 14 oC
Madeira - 12 A 14 oC
OBS: Uma garrafa deixada durante 8 minutos na água com gelo sofrerá uma redução de 5 oC na temperatura, que corresponde a 60 minutos de permanência na geladeira.
A SEQUÊNCIA DOS VINHOS
A) QUANTO AOS TIPOS: Brancos B) QUANTO À QUALIDADE: Medíocres C) QUANTO AO CORPO: Leves D) QUANTO À IDADE: Jovens E) QUANTO AO TEOR DE ACUCAR: Secos JUSTIFICATIVAS: A), B) e C) Os tintos, geralmente, são mais complexos (maior riqueza em aromas e sabores, mais corpo, mais tanino, etc.) do que os brancos. Iniciar a degustação com um vinho mais complexo, elevaria o nível de exigência em relação ao próximo vinho, menos complexo, minimizando os seus aspectos positivos e realçando os seus aspectos negativos. Pela mesma razão, depois de tomarmos um grande vinho, os que se seguem, ainda que de boa qualidade, nos parecerão sempre piores do que realmente são. D) Os vinhos mais velhos são mais complexos do que os jovens. Embora isso possa não ocorrer para vinhos diferentes, torna-se absolutamente verdadeiro para garrafas de um mesmo vinho, porém de safras diferentes, especialmente se for um vinho longevo, de longa guarda. E) O açúcar de um vinho doce ou suave, prejudica na apreciação de um vinho seco servido a seguir. Não é à toa que os os vinhos doces devem ser tomados no final das refeições, acompanhando as sobremesas ou mesmo sozinhos. Então pessoal todos nós vimos como é importante saber a sequência exata dos vinhos pois um erro apenas e você estraga seu jantar ou recepção. próximo tema:Temperaturas ideais |
taças e seus segredos
AS TAÇAS
REQUISITOS BÁSICOS PARA AS TAÇAS
FORMAS MAIS ADEQUADAS
- Corpo separado da base por uma haste
- Abertura mais estreita que o corpo
- Cristal ou vidro fino
- Incolor
- Limpeza cuidadosa
- Volume em torno de 350 ml
- O conteúdo não deve ultrapassar a metade
TULIPA
BordalesaCom bojo e pé de tamanhos moderados
Mais globosa e de maior volume para os tintosMenor que anterior para os brancos
BorgonhesaMais bojuda e de pé mais alto do que a bordalesa
Mais globosa e de maior volume para os tintosMenor que anterior para os brancos
Copita para JerezTem forma entre a tulipa e a flauta
e tamanho menor do que a de vinho branco
e tamanho menor do que a de vinho branco
Modelo para Vinho do PortoLigeiramente menor do que a de vinho branco
Modelo ISO (International Standard Organization)
para tintos e brancos, idealizada para degustação técnica
para tintos e brancos, idealizada para degustação técnica
FLAUTA
Delgada e alta para os espumantes
Obs: A Taça aberta, até pouco tempo era utilizada para espumantes, mas não é adequada.
Obs: A Taça aberta, até pouco tempo era utilizada para espumantes, mas não é adequada.
Bom pessoal,já podemos agora ter noção exata de qual taça usar para
um jantar a dois ou recepção entre amigos ou até mesmo saber se o restaurante está lhe servindo nas taças corretas depois volto com o novo tema: Sequência de vinhos.
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