quinta-feira, 31 de maio de 2012

Os Vinhos Mais caros Do Mundo em venda nas lojas

Os vinhos mais caros do mundo*Preços estimados de varejo no Brasil (aproximadamente 3,5 vezes o valor do atacado na Europa)

Harlan Estate

Harlan Estate Napa Valley

Harlan Estate Harlan Estate Napa Valley
Fundada em 1984, Harlan Estate é uma vinícola localizada nas colinas ocidentais de Oakville no estado da Califórnia . Possui cerca de 97 ha no lendário Oakville Benchlands. Seus vinhos são frequentemente pontuados com notas máximas pelo famoso crítico Robert Parker, que sempre ressalta a elegância de seus rótulos safra após safra. Provenientes das varietais cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc e petit verdot. Seus vinhos têm se destacado na mídia e recebe com certa frequência nota máxima do crítico Robert Parker, que é só elogios para a safra 94 que caracterizou como “imortalidade em uma taça”.

R$5.950,00
Safra: 2007
Uva: Cabernet sauvignon
Nota Parker: 100


Antinori Solaia

Antinori Solaia
O vinhedo chamado Solaia ( que significa « a ensolarada » em italiano) abrange 10 hectares de extensão sudoeste e se situa em solo calcário pedregoso de marga e rocha calcária porosa de Santa Cristina ( que fica ao lado do famoso vinhedo Tignanello). No início, Antinori produzia vinhos apenas à partir desse vinhedo e a sua distribuição era limitada à Itália.
Algumas unidades da safra de 1997,chegam a custar até 1.200,00 reais.

Em 1997 a francesa Baron Philippe de Rothschild e a chilena Viña Concha Y Toro selaram um acordo para produzirem em parceria rótulos de grande qualidade e sabor. Nascia assim a Almaviva, o resultado do feliz encontro de duas culturas riquíssimas da viticultura. O Chile, novo gigante do vinho, oferece sua terra, clima e vinhas de alto nível, enquanto a tradicional França contribui com seu savoir-faire em vinificação e know-how incomparável no setor. Desde a primeira safra, em 1998, o sucesso internacional foi imediato, e este reconhecimento só cresceu com o passar dos anos. Não deixe de experimentar o requinte e a pureza dessa união de sabores.

Características: Profundo, intensa cor vermelho rubi. O nariz revela puros e delicados aromas de cassis, amoras e morangos silvestres, combinados com notas minerais e toques de baunilha, café, alcaçuz, e especiarias. À boca mostra-se muito equilibrado, taninos firmes e comprimento excepcional. Os taninos são maduros, refinados e concentrados, contribuindo para a densidade e textura elegante do vinho. Um vinho complexo, elegante e brilhante, puro e preciso em seu caráter mineral, persistente e em camadas, harmoniosamente equilibrado por uma acidez excelente.
Uvas: 66% Cabernet Sauvignon, 26% Carmenere, 8% Cabernet Franc
Tempo de barrica: 18 meses em barricas francesas de 1º uso
Região: Valle do Maipo
País: Chile
Produtor: Baron Philippe de Rothschild e Conha & Toro
Enólogo: Michel Friou
Graduação Alcoólica: 14,5%
Harmonização: Carnes vermelhas, cordeiro, carne de porco, queijos duros e pratos condimentados
Serviço: 16ºC a 18ºC
Safra: 2008
Pontuação: Descorchados 92pts
Preço: R$ 519,87
Vinho
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Caballo Loco NR 9 (Valdivieso)
País: Chile (Vales do Maipo, Colchagua e Lontue)
Safra: -
Tipo: Tinto (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Carmenère, Malbec e Merlot)
Álcool: 14,50%
Temperatura de consumo: 16ºC a 18ºC Preço: R$ 329,00Apresentação
Caballo Loco é o grande vinho da Valdivieso e o primeiro ultrapremium chileno. Ele não traz no rótulo referências do ano e tampouco das uvas da composição. É resultado de uma “alquimia”, em virtude da inusitada mistura de vinhos de diversas cepas, safras e locais de cultivo, iniciada nos anos 90 e comandada pelo então diretor da vinícola Jorge Coderch, o “Caballo Loco”, que emprestou seu apelido ao vinho.

Na época, havia na Valdivieso várias barricas cheias de vinhos de qualidade superior estocados, das variedades Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec, de safras compreendidas entre 1990 e 1993, porém em quantidades insuficientes para uma linha varietal Premium. Assim, a vinícola resolveu criar um tinto ultrapremium seco a partir da mistura desses vinhos, nascendo o Caballo Loco.
Metade do que havia nessas barricas foi utilizado e engarrafado para o Caballo Loco número 1, lançado em 1994, sendo a outra metade do vinho foi reservada e misturada com os vinhos para a elaboração do Caballo Loco número 2. Metade do número 2 foi reservado e recebeu uma nova mistura, gerando o número 3, e assim por diante, conforme explicou um dos enólogos da Valdivieso, Eugenio Ponce, entrevistado por MundoVinho na loja Ville Du Vin de Alphaville, na Grande São Paulo, em novembro de 2009.

“Por conta dessa mistura de diversos vinhos de diferentes safras, a Valdivieso optou por numerar as edições do Caballo Loco, sem especificar o ano e a proporção das cepas utlilizadas na elaboração”, conta o especialista.

A certeza é que a cada nova edição deste vinho cerca de 50% da anterior se soma ao corte de colheitas subsequentes, com o propósito de incrementar cada vez mais seu blend e, ao mesmo tempo, possibilitando que todo Caballo Locosempre carregue em seu DNA ao menos uma pequena fração da mistura inaugural.

Com o tempo, a uva Carmenère também passou a fazer parte do corte e está presente neste Caballo Loco número 9, metade elaborado com as uvas da safra 2003 e os outros 50% provenientes da mistura do Caballo Loco número 8.
Foram produzidas 16,8 mil garrafas da nona edição, sendo cerca de 3 mil importadas ao Brasil. Por ser um vinho potente, com aromas e sabores bem marcantes, deve acompanhar pratos contendo carnes fortes, como de javali ou mesmo de cabrito, além de ir muito bem com queijos maduros. Seu potencial de guarda é de 10 anos, em condições adequadas. Recomenda-se decantar por 30 minutos antes de servir

Nasce Uma nova tradição




Meninas e meninos,
Fiz uma seleção contendo dez vinhos que muito me agradaram na Expovinis 2012, para ser publicada na edição do Jornal Vinho & Cia (não consigo me acostumar a chamá-lo Guia Vinho & Cia), onde cada colunista terá seu próprio Top Ten.
Um dos vinhos que consta desta lista é o Fração Única Chardonnay da Vinícola Perini.
Esta vinícola, com terras em Farroupilha e Garibaldi, ambas na Serra Gaúcha-RS, tem ao longo dos anos aprimorado suas linhas de vinhos finos, sem perder o foco no conjunto preço X qualidade.
As novidades que degustei em companhia da minha querida e linda amiga Silvia Mascella, competente degustadora, jornalista e séria defensora dos bons vinhos, assim como eu, não nos deixando influenciar pelo tormentoso momento que o vinho atravessa com as malfadadas salvaguardas, pedidas por alguns do setor vitivinícola, seja motivo de boicote ou desconsideração com o trabalho dos enólogos, produtores e empresários, em que pese muitas das vezes defenderem o outro lado da moeda que defendemos.
Em companhia também dos amigos Franco e Pablo Perini, do enólogo Leandro Santini e de meu irmão Marcio Bonilha, degustamos as duas linhas lançadas na feira a Perini Marselan e Barbera, integrantes da linha Exóticos, e a linha Fração Única, contemplando as variedades Chardonnay, Merlot e Cabernet Sauvignon.
O rótulo Perini Fração Única remete às frações especiais de terra selecionada na produção de matéria-prima, que com produção limitada visa a excelência, levaram à escolha destas três variedades para integrarem a linha Fração Única.
Varietais Premium, pretendem distinguir vinhos que ao longo de mais de uma década de cultivo da uva no sistema de espaldeiras em “Y” e do processo de elaboração desenvolveram características marcantes do Vale Trentino-Farroupilha. Assim, o Chardonnay, o Merlot e o Cabernet Sauvignon adquiriram contornos de vinho-assinatura em seu segmento. O primeiro, um branco de tons dourados, combina os toques de fruta clássicos da Chardonnay aos sabores conferidos pela conservação em barricas de carvalho. O Merlot, em seu tom violáceo intenso, traz aromas e sabores que remetem a frutas vermelhas, destacando a complexidade trazida pela ação do tempo nos barris de carvalho. Já o Cabernet, na clássica cor vermelho-rubi, destaca-se por um tom aveludado, resultante do descanso em barris de carvalho, que estimula o potencial do vinho, com um final longo e saboroso.
Para mim, o Chardonnay é o mais expressivo deles, com algo de cereal no olfato, talvez milho, mineral, frutas cítricas lembrando limão Siciliano, mais sutil, em boca confirma as frutas cítricas, agora incorporando toques de maçãs verdes, o mineral, leve amanteigado devido sua breve passagem por barricas, e acidez ótima, aliada ao álcool comportado que me seduz, 12%.
Como não poderia deixar de ser, vinho bom para nosso clima, pois se deve degusta-lo ao meu ver, ao redor dos 10ºC ou 12ºC. Bom também para harmonizações com massas em molhos brancos, carnes de aves, porco em preparações sem molhos, e claro frutos do mar dos mais variados, quem sabe até um bacalhau (que não é peixe, segundo os portugueses, e eu concordo) às natas, pois tem acidez para isso, ora pois!
Parabéns pelo produto a todos os envolvidos.
Vinícola Perini